Imóvel, uma rocha inabalável no centro de um mar de fúria, o guerreiro mantém-se insensivel ao vento cruel que fustiga seu corpo, enfrunando seu manto de guerra. Sua posição ligeiramente elevada dos demais oferecia-lhe uma visão ampla do terreno ao seu redor.
O clamor da batalha, o entrechoque dos metais ao seu redor mal lhe chegavam aos ouvidos, embora fossem quase ensurdecedores. Sua atenção volta-se totalmente à grande fortaleza erguida a sua frente, embora seus reflexos estivessem prontos a aparar quaisquer ataque dirigido à sua pessoa. Seus homens atiram-se com fúria, atendendo à sede de sangue de suas armas amaldiçoadas. Furiosamente, palmo a palmo, avançam no terreno, deixando um cruel rastro de destruição atrás de sí, nos guerreiros inimigos caídos ao chão em que cruzavam.
A fortaleza não resistirá mais. Ele sabe disso.
Nada conterá seu ataque.
Em um movimento, um átimo de segundo, ele salta adiante. Espada em punho, lançando aos céus um brado, um rugido animalesco de exultação, ele lança-se na batalha.
_____________________________________
Inspiração: Sensoriun - Epica
Um antigo texto perdido entre meus arquivos... ainda não tinha publicado ele por aqui, até esqueci-me da existência do pobre... rsrs... conversando com um amigo voltou-me à lembrança... Espero que goste, Igor! ;D
